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20/04/2017 Tiradentes x 28 de abril

Tiradentes como conhecido e Joaquim José da Silva Xavier como registrado, nasceu na Vila de São Jose Del Rei (atual Tiradentes), em 1746 e foi criado em Ouro Preto. Foi dentista, tropeiro, minerador, comerciante e alferes (segundo-tenente) do regimento militar de Minas Gerais. Lutou ao lado de diversos integrantes do clero e da elite mineira com objetivo de conquistar a Independência do Brasil. Foi escolhido para liderar a Inconfidência Mineira, porém, antes da revolução iniciar, o movimento foi delatado aos portugueses por traidores, em troca do perdão de suas dívidas.

Ao ser preso, Tiradentes negou sua participação, porém, posteriormente, assumiu toda a responsabilidade, inocentando os companheiros. Todos foram presos, alguns condenados à morte e outros ao degredo, mas todas as sentenças foram alteradas para degredo, à exceção de Tiradentes. Que no dia 21 de abril de 1792, após percorrer em procissão as ruas do centro do Rio de Janeiro foi enforcado em praça pública, sua cabeça cortada e levada para Vila Rica, o corpo esquartejado e espalhado em locais em que fizera discursos.

O que esse fato histórico tem a vê com a Greve Geral do dia 28 de abril?

Ilusão de quem acredita que hoje somos independentes. Estamos presos às regras impostas pelo governo e aos impostos altíssimos, assim como há mais de 220 anos, quando fatores econômicos e a pressão que sofriam do governo aumentaram a adesão de pessoas na luta comandada por Tiradentes. Na época, o pagamento obrigatório de cem arrobas de ouro por ano à Real Fazenda e o declínio da mineração do ouro em Minas Gerais aumentaram o número de credores junto à Coroa e a dívida era cobrada forçadamente.

O Brasil está entre os países que mais cobram impostos e oferecem menores retornos a população. Vivemos uma das piores crises econômicas, gerada por má administração, roubo e crise política. E ainda estamos diante de duas reformas que se complementam para destruir duas conquistas sociais da Constituição de 88: a Lei da Terceirização impacta diretamente na proteção do trabalhar e a Reforma da Previdência retira o direito de uma aposentadoria minimamente digna.

Ao contrário da época de Tiradentes, hoje temos uma constituição, temos leis e direitos, porém do que adianta termos isso se quem governa pode retirá-los? É preciso seguir os passos de Tiradentes e sermos heróis do nosso povo. É preciso criar uma revolução contrária às regras que o governo quer impor.

Muitas reformas precisam acontecer, porém que elas sejam para o bem da população. O que está levando o país à falência não é o aumento da população idosa e sim a falta seriedade e de reformas políticas e fiscais. Lutemos por nenhum direito a menos à classe trabalhadora, que sustenta o nosso país.

 

Por: Paulo César Dias de Souza I Presidente do Sindimóveis/MG

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